segunda-feira, 22 de julho de 2013

IV Conferência Municipal de Saúde de São Caetano

A Prefeitura Municipal de São Caetano e a Secretaria de Saúde do município por meio do Conselho Municipal de Saúde realizam a IV Conferência Municipal de Saúde.

Com o tema central “promoção à saúde é a solução”, a população e os 50 delegados escolhidos nas pré-conferências irão discutir e buscar melhorias para a saúde local.

A Conferência acontece amanhã(23), a partir das 8h, na Escola de Referência Agamenon Magalhães.



Atenciosamente,
Elessandra Melo
Diretora de Comunicação da PMSC

Caetano abraça Garanhuns

Show da turnê Abraçaço arrebata público do sábado

Publicado em 21/07/2013, às 19h43

Bruno Albertim

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Se Recanto é, como ele mesmo diz, um disco de Caetano cantado por Gal, Abraçaço é também transCaetano. Para ressaltar o jeito híbrido, malandro, polissêmico, heredoxo de apresentar suas peças, Caetano lançou mão de um conceito: disse que não é rock o que faz agora, com o final da trilogia com o excelente power trio da banda Cê. Mas transrock. Ao incorporar sambas, afoxés e outros badauês às guitarradas, é, portanto, transCaetano.
Caetano cantando Caetano deixou em êxtase coletivo a multidão da Praça Guadalajra no último sábado. Palco nu, apenas os rapazes da banda em seus postos, um dos pés suspensos, ele dá início com a seminal A bossa nova é foda, arrancando o primeiro coro da plateia. Tensiona o público, mas logo vai da aspereza apaixonada da primeira música para a delicadeza lírica de Coisa linda.
O novo disco é executado quase que integralmente. Mas em alguns momentos, clássicos de outros Caetanos ganham leitura mais hard com a guitarra de Pedrinho Sá e a bateria de Marcelo Callado.Triste Bahia, ganha densidade roqueira, noisy, quase psicodélica, como se não tivesse pertencido à Transa, mas ao radical álbum Araçá Azul. Recônvexo ganha afagos ásperos da guitarra de Pedro Sá.
Já no final, o amigo Arto Lindsay que estava nos bastidores depois de ter tocado com a Orquestra Contemporânea de Olinda subiu ao palco e, com as antinotas de sua guitarrasa, desconstruiu a radiofônica Você não entende nada. Em Eclipse oculto, simulou tirar a blusa e não ecomomizou nos gestos sexualizados - aliás, o recurso à sexualização da performance, de Ney à Karina Buhr, tem marcado presença na Guadalajara.

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Recônvexo ganha afagos da guitarra. Na canção-título, "Abraçaço", se ouve: "Meu destino eu não traço / Não desenho ou desfaço / O acaso é o grão-senhor / Tudo o que não deu certo / Eu sei que não tem conserto / Meu silêncio chorou chorou". E Caetano encarava a plateia, provocativo, como se disesse: eu sou trans. Sou Caetano. Deixando a fina estampa, o terno, o banquinho e o violão de lado, o que Garanhuns viu no último sábado foi Caetano interpretando um outro Caetano. Mesmo que para lembrar que a bossa nova é foda.
Antes dele, os meninos da Orquestra Contemporânea de Olinda pareciam ter tomado azougue, tamanha a carga incediária com que deram início ao conserto quase sempre sublinando pelo frevo com pose de rock star. Nas coxias, a banda de Caetano acompanhava atenta ao que se dava no palco. "O trabalho deles é muito forte, complexo, denso", dizia Pedro Sá.
Mas quando o produtor do último disco da banda, Arto Lindsay entrou, descontruiu vigorosamente a orquestra. Botou sua guitarra para dialogar com cada um dos instrumentos. O duelo com a bateria de Gilsinho parecia quase sexual. "Mas são esses meninos que estão me ensinando mais sobre o sexo", dizia ele, bem-humorado, nos bastidores, feliz por estar de volta à cidade onde, antes de produzir gente com Gal e Marisa Monte, morou quarenta anos atrás.
Mais cedo, Cida Moreira incendiou o teatro Luis Souo abarrotado com seu recital a Dama Indigna. Sozinha, ao piano, a mezo soprano, abriu com uma versão cababré de Simpathy for the devil, dos Stones e, lá pelas tantas, imprimiu uma densidade ainda mais complexa à Back to black, de Amy Winehouse. Cida é assim: quando canta, faz tudo o mais parecer secundário. Logo depois, às 19h, na frente do Mosteiro de São Bento, o grupo mineiro Galpão apresentou sua versão de Os gigantes da montanha, a fábula dramática de Pirandello sob a direção de Gabriel Vilella. Numa história cheia de referências à resistência do próprio teatro, fez o que faz quando o Galpão vai à rua: encantar.

Dado Villa-Lobos faz show morno em Garanhuns

Apresentação só esquentou quando cantou escalou para o palco, já no fim do show, Tony Platão

Publicado em 22/07/2013

Bruno Albertim 
 / Foto: Pri Buhr/Divulgação

Com riffs de guitarra e bateria pesada, meio sombrias, letras ligeiramente existenciais e deprimidas, Dado Villa-Lobos começou um show bastante morno, diante da plateia da Guadalajara com cara de que não estava entendendo muito o que se passava no palco. A apresentação só esquentou quando ele escalou para o palco, já no fim do show, o "amigo de mais de três décadas" Tony Platão, recrutado para assumir os vocais no set list dedicado ao repertório da Legião Urbana. Logo, a praça virava um coral de 70 mil vozes (segundo a Polícia Militar), entoando hinos como Pais e Filhos e Há tempos.

No refrão, Tony Platão ironizava a passagem do tempo: "Éramos tão jovens, tão jovens..." em vez do famoso "Somos tão jovens". Ainda nos bastidores, antes de seguirem para o hotel em que estão hospedados em Caruaru, por falta de vagas em Garanhus, Tony Platão e Dado Villa Lobos anunciaram uma nova banda que estão formando. Batizada de Panamericana, a banda vai contar com um time oitentista de peso: além de Dado e Platão, Charles Gavin, dos Titãs, na bateria, Dé Palmeira, ex-Barão, no baixo. 

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"Fazemos versão em português de bandas incríveis que estão aqui do nosso lado e a gente mal conhece", disse Platão, explicando que a razão da banda é verter canções de banda do roque sul-americano. "Eles, contudo, tem uma guitarra mais crua, mas rock. Nós vamos adaptar para o jeito da guitarra brasileira", disse Dado.

Antes de Dado subir ao palco, Karina Buhr magnetizou a audiência com sua performance de potência sexual polarizada. Segunda pele e rendas colada ao corpo, não economizou na performance. Até sobre a bateria a mutante se jogou. No final, fez o público cantar junto com Plástico bolha e tentou polemizar: "Ano que vem, gostaria de tocar em Garanhuns sem polícia militar. Polícia sim, militar nunca", disse ela, figura frequente nas manifestações de rua de São Paulo, onde mora atualmente.

A noite teve ainda momentos grandiosos como a Orquestra Santa Massa do DJ Dolores. Como um maestro, o DJ conduziu grandes instante como o encontro vocal de Isaar e Chico César, convidado especial do projeto que mescla com excelência timbres eletrônicos a sonoridades da cultura tradicional pernambucana. Os dois terçaram vozes em Mama África e O Negro Segura a Cabeça com a mão e chora. 

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Zeca Baleiro, carismático, fechou a noite com um show previsível, cheio de hits, envolvente e eficiente. "Engraçado é que fizemos tudo na hora. Não ensaiamos com Chico antes", disse Hélder Aragão, nome de batismo da persona Dolores.

PALCO POP - As atenções estavam concentradas na Guadalaja, mas o grande show da noite do sábado aconteceu sob a tenda do Palco Pop. Às 19h30, para um público ainda despertando da noite anterior, Juliano Holanda fez uma apresentação memorável de seu show A arte de ser invisível e confirma que, veterano oculto que era, já não é mais uma promesa, mas uma grande afirmação para a linha de frente da música pernambucana. Sim, além do compositor, multiinstrumentista, produtor com mais de 130 canções gravadas por parceiros e produção em mais de 60 discos, este jovem veterano de 35 anos se mostrou um grande frontman. Tem timbre seguro e charme vocal de sobra para interpretar as próprias canções. Aliás, cantoras como Marisa Monte, Vanessa da Mata ou Tulipa Ruiz, fiquem atentas às letras cheias de imagens e achados do rapaz. Holanda tem uma poética de grande inteligência a sensibilidade pop. A gente sai da apresentação com frases como "O mundo é pequeno, mas é maior do que eu pensava".

Muito bem acompanhado, com Jam da Silva na percussão, Areia no baixo, e Zé Manoel na bateria, ele teve ainda a participação, nos vocais, da jovem cantora Isadora Melo. Anotem o nome desta moça. De voz doce e charme pop, já mostra que logo vai estar assinando shows com seu nome. Depois de Holanda, os gaúchos do coletico Comma desfilaram temas instrumentais, experimentação ousada e sóbria, de jazz com eletrônico. Deixou o público na temperatura certa para receber a última atração da noite. Referência de primeira hora da música contemporânea pernambucana, Roger Man mostrou o capital afetivo que a Bonsucesso Samba Clube dispõe do público local. Provocativo e poético, botou o povo para dançar cantando do primeiro ao último verso.

Conselho Federal de Medicina move processo contra programa Mais Médicos

Ação, apresentada na noite da última sexta-feira, solicita a suspensão do programa

Publicado em 22/07/2013

Agência Estado 

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) ingressou com uma ação civil pública contra a União solicitando a suspensão do Programa Mais Médicos. A ação solicita que os conselhos regionais de Medicina (CRM) não sejam obrigados a fazer o registro dos médicos estrangeiros que aderirem ao programa sem que haja a comprovação documental de revalidação dos diplomas emitidos por universidades do exterior e o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). Essa restrição deve ser válida até que a questão seja analisada pelo Judiciário.

A ação foi proposta na noite de sexta-feira, segundo informou a Agência Brasil, e deve ser acompanhada por novas ações a serem apresentadas pelo CFM na Justiça no decorrer dos próximos dias. "A ação não é contra a presença de médicos estrangeiros em território brasileiro, mas pelo cumprimento da exigência legal para que o médico demonstre efetivamente sua capacidade técnica para o exercício da profissão, nos termos do arcabouço legislativo já existente", informou o Conselho.

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Na visão do CFM, o Programa Mais Médicos criará duas categorias de médicos no Brasil, uma formada por especialistas aptos a exercer medicina em qualquer parte do País e outra composta por inscritos no programa, cujo exercício profissional estaria limitado a determinadas regiões.

Na sexta-feira passada, o CFM, a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Nacional de Médicos Residentes anunciaram oficialmente a saída de ao menos 11 comissões do Ministério da Saúde, entre elas a Comissão Nacional de Residência Médica e o Conselho Nacional de Saúde.

As medidas são uma reação da categoria ao programa Mais Médicos, criado em 9 de julho por meio de medida provisória, o qual prevê a contratação de médicos estrangeiros para trabalhar em áreas consideradas prioritárias, como o interior do Brasil.

Papa Francisco inicia viagem ao Rio de Janeiro

Pontífice está com chegada prevista para as 16h, quando se dirigirá à Catedral Metropolitana

Publicado em 22/07/2013

Da AFP
 
 / Foto: Alberto Pizzoli/AFP 

ROMA - O papa Francisco iniciou nesta segunda-feira pouco antes das 09h (04h de Brasília) uma viagem ao Brasil, onde presidirá a 28º Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro.
Levado de helicóptero para o aeroporto de Fiumicino, onde foi recebido pelo chefe do governo italiano, Enrico Letta, Francisco, o primeiro papa latino-americano da história, chegou ao avião carregando sua própria bagagem de mão para a sua primeira viagem oficial ao exterior no posto de sumo pontífice.

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O Airbus A330 da companhia aérea Aliatalia, a bordo do qual estão 105 passageiros incluindo vários jornalistas, é aguardado no Rio para as 16h.

Em sua mensagem tradicional ao presidente Giorgio Napolitano, transmitida pelo Vaticano no momento do embarque, o papa Francisco expressou aos italianos "seus votos mais calorosos de serenidade de confiança no futuro".

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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Semana Missionária da Paróquia de São Caetano termina neste Sábado (20/07)

De: Blog do Almir Pontes

Explosão de pirâmides revela "mercado financeiro paralelo"

Investigações já saltaram para 33 empresas suspeitas de crime contra a economia popular



Publicado em 19/07/2013

Do JC Online

A disparada dos números dá a medida da gravidade da situação: em pouco mais de duas semanas de investigação, os casos de empresas suspeitas de serem pirâmides financeiras saltaram de sete para 33. É como se o Brasil tivesse descoberto um “mercado financeiro paralelo” distante das regras legais, onde centenas de milhares de pessoas arriscam grandes somas de dinheiro em esquemas tipificados como um crime contra a economia popular. A tendência é aparecerem mais e mais casos suspeitos. Só nos dois principais casos investigados, Telexfree e BBom, empresas com atividades suspensas pela Justiça, está em risco o dinheiro de 1,3 milhão de pessoas.

Há dois meses, a Telexfree era formalmente a única suspeita de montar na internet um esquema de pirâmide financeira. Com o desenrolar do caso e a sequência de ações judiciais e processos administrativos sobre ela, o Ministério Público Federal e de oito Estados montou uma força-tarefa para investigar o tema. Como resultado, o número de empresas suspeitas passou para duas há um mês, para sete há 15 dias, 18 no início da semana e ontem chegou a 33, segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte.

“O que está acontecendo é que as empresas se passam por marketing multinível, que para começo de conversa sequer é um negócio por si só”, afirma a diretora executiva da Associação Brasileira das Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), Roberta Kuruzu.

O marketing multinível (ou de rede) é um modelo de divulgação que tem como finalidade vender produtos ou serviços. Ou seja, o marketing multinível não gera dinheiro algum e sim as vendas para consumidores fora das empresas – no Brasil, os exemplos mais conhecidos são os cosméticos, de empresas como Avon e Natura.

“As pirâmides vestem uma fantasia de marketing multinível e prometem ganhos exorbitantes, sem que haja atividade comercial legítima”, diz Roberta.

Essa “fantasia” de legalidade dificulta a identificação fácil desses esquemas. Por isso a força-tarefa do MP mira em uma empresa investigada por vez, pedindo bloqueio judicial de bens e cadastros. No Acre o alvo foi a Telexfree, que se apresenta como fornecedora de telefonia VoIP (ligações pela internet). Em Goiás, foi a BBom, que se diz fornecedora de rastreadores para veículos.

“O nosso objetivo é evitar novas vítimas. O consumidor precisa ficar atento, principalmente com a proliferação desses esquemas com a ajuda da internet e das redes sociais, bem como dessas promessas de ganho de muito dinheiro sem ter que vender um produto ou serviço real. Já em relação à pessoas que estão no esquema, os bloqueios dos bens servirão para reaver o máximo possível do dinheiro investido”, explica, em nota, Mariane Guimarães, procuradora do Ministério Público Federal em Goiás.